Top 5 personagens de Breaking Bad melhores que Walter White
Walter White, vulgo Heisenberg, é, sem dúvida, um dos personagens mais marcantes da história da televisão. A sua transformação de professor de química frustrado em um dos maiores nomes do submundo do crime é um dos corações de Breaking Bad. Mas será que ele é realmente o melhor personagem de todo esse universo?
Na série de Breaking Bad realmente não está errado quem diz que ele é o grande destaque, mas considerando Better Call Saul e os demais personagens que orbitam esse mundo, fica difícil defender que Walter seja o número 1 absoluto, talvez bem longe disso na verdade. Alguns são mais inteligentes, outros mais complexos, mais carismáticos ou simplesmente mais interessantes de acompanhar.
Por isso, nós, do GuiaTop5 decidimos que chegou a hora de montar um Top 5 dos personagens do universo Breaking Bad que, de alguma forma, podem superar Walter White.
5º — Mike Ehrmantraut

Mike é praticamente o oposto do Walter. Enquanto ele frequentemente deixa o ego falar mais alto, Mike é calculista, disciplinado e extremamente profissional.
Interpretado brilhantemente por Jonathan Banks, Mike construiu sua reputação como um dos homens mais confiáveis e competentes do submundo de Albuquerque. Ele não precisa provar que é o mais inteligente da sala — simplesmente observa, analisa e age.
O que torna Mike ainda mais interessante como personagem é sua humanidade, porque apesar de ser capaz de cometer atos terríveis, suas decisões são frequentemente motivadas pelo desejo de proteger a família, especialmente sua neta, e em Better Call Saul essa persona é ainda mais aprofundada, mostrando como ele chegou até aquele ponto.

Mike também possui algo que o Walter perde progressivamente: consciência dos próprios limites. Ele sabe que está envolvido com pessoas perigosas e entende as consequências de suas escolhas.
Walter queria ser reconhecido, simplesmente porque sim. Mike queria fazer o trabalho e voltar para casa. E talvez seja justamente essa diferença que coloque o Mike acima de Heisenberg.
4º — Nacho Varga

Nacho Varga é um dos personagens mais trágicos de todo o universo de Breaking Bad. Introduzido em Better Call Saul, ele rapidamente deixa de ser apenas um criminoso secundário para se tornar uma das figuras mais complexas da série.
Nacho está preso em um mundo do qual quer desesperadamente escapar. Ele sabe que os Salamanca são perigosos, que Gus Fring é igualmente ameaçador e entende que qualquer erro pode custar sua vida. Ainda assim, ele continua tentando proteger seu pai.
É justamente aí que Nacho se diferencia do Walter, porque enquanto ele utiliza a família como justificativa para muitas de suas ações e decisões, Nacho realmente coloca sua própria vida em risco para proteger alguém que ama.

O Nacho é quase um paralelo do Jesse, mas, na nossa concepção, ele é ainda mais surpreendente. Sua trajetória é marcada por escolhas que podem ser ditas impossíveis. Ele não é exatamente um herói, mas também está longe de ser simplesmente um vilão, é um homem tentando sobreviver às consequências de ter entrado no lugar errado.
3º — Kim Wexler

Kim Wexler pode parecer uma escolha inesperada para um ranking como este, mas talvez seja justamente isso que faça sua presença no pódio tão interessante.
Interpretada por Rhea Seehorn, Kim é introduzida em Better Call Saul como uma advogada extremamente competente, determinada e aparentemente muito mais equilibrada do que Jimmy McGill, futuro Saul Goodman. Com o passar do tempo, porém, descobrimos que existe dentro dela uma atração pelo risco que rivaliza com a de Jimmy.
A Kim é inteligente, estratégica e extremamente capaz, e em diversos momentos, ela demonstra uma capacidade de planejamento que rivaliza com qualquer personagem do universo, mas isso é o de menos, o mais fascinante é a sua evolução.
Ela não simplesmente “vira uma criminosa”, sua transformação é gradual, cheia de contradições e decisões moralmente questionáveis. E, diferente de Walter, sua história inteira envolve uma tentativa genuína de reconhecer os danos que causou e lidar com eles.

A Kim é um estudo sobre até onde uma pessoa aparentemente boa pode ir quando começa a racionalizar pequenas transgressões. Walter White se tornou, ou sempre foi, Heisenberg, ela passou boa parte da história tentando descobrir quem realmente era.
2º — Lalo Salamanca

Se existe alguém capaz de entrar em uma sala e simplesmente dominar a cena, esse alguém é Lalo Salamanca.
Interpretado por Tony Dalton, Lalo é um dos personagens que mais transbordam carisma, ao mesmo tempo que um dos mais perigosos de todo o universo de Breaking Bad. Ele consegue sorrir enquanto conversa casualmente e, no momento seguinte, transformar a situação em uma ameaça de morte. Mas seu ponto mais cativante, porém, não é a violência, é a inteligência.
Lalo é extremamente observador. Ele percebe inconsistências, desconfia das pessoas certas e está sempre tentando entender o que está acontecendo nos bastidores, até o Gus, conhecido por seu planejamento meticuloso, precisa levar Lalo a sério.
E existe uma característica que coloca Lalo em vantagem sobre Walter: ele parece genuinamente confortável sendo quem é. Walter passa boa parte de sua trajetória tentando justificar suas ações, construir uma imagem e convencer a si mesmo de que tudo aquilo era necessário. Lalo não precisa desse tipo de autoengano.

Ele sabe que é um criminoso, e se diverte sendo um. Essa combinação de inteligência, charme, imprevisibilidade e ameaça faz de Lalo um dos personagens mais fascinantes da franquia, e, talvez, o mais carismático quando se trata das atitudes. Ainda assim, existe alguém que consegue superá-lo.
1º — Saul Goodman

E o primeiro lugar não poderia ser de outro personagem senão Jimmy McGill, ou, como o mundo inteiro conhece, Saul Goodman.
Bob Odenkirk transformou Saul em um dos personagens mais completos e complexos de toda a televisão. E, mesmo sendo um dos melhores, especialmente divertidos, personagens de Breaking Bad, é em Better Call Saul que ele se torna tudo isso.
Saul é muito engraçado, inteligente, criativo, oportunista e extremamente persuasivo, ele consegue encontrar uma saída quando aparentemente não existe nenhuma. Mas sua maior força é também sua maior fraqueza, que é também praticamente a mesma do Walter: Jimmy McGill é um homem que deseja desesperadamente ser reconhecido.
Existe uma relação interessante entre Os dois. Ambos são homens extremamente inteligentes que acreditam merecer mais da vida. Os dois possuem ressentimentos profundos e os transformam em combustível para suas ambições. A diferença é que Jimmy é muito mais complexo emocionalmente.
Enquanto Walter gradualmente abraça seu alter ego, Jimmy passa a vida inteira oscilando entre quem ele gostaria de ser e quem acredita que está destinado a ser, e Better Call Saul permite acompanhar praticamente toda essa transformação: o irmão de Chuck, o advogado tentando construir sua carreira, o golpista, Saul Goodman e, finalmente, o homem que precisa encarar as consequências de tudo o que fez. É uma trajetória muito mais longa e dolorosamente humana.

Saul também é um personagem que consegue ser engraçado em um universo extremamente sombrio, parecido com o Lalo. Ele pode estar negociando com criminosos perigosíssimos em uma cena e fazendo uma propaganda muito ridícula e idiota pro seu escritório em outra, isso é muita versatilidade.
Walter White é um personagem muito bom, mas Saul Goodman é uma pessoa extraordinariamente complicada e, com camadas e decisões humanas, que têm muito peso e consequências no futuro.
Afinal, Walter White é mesmo pior que eles?
Essa é a grande questão. O Walter continua sendo um dos maiores protagonistas da história da televisão americana. Sua transformação é icônica, sua presença é gigantesca e Bryan Cranston entregou uma atuação que entrou para a história, apesar de ter o que ser discutido.
Mas o universo criado por Vince Gilligan e desenvolvido em Better Call Saul acabou produzindo personagens que, em determinados aspectos, são ainda mais interessantes e, de certa forma, melhor construídos e desenvolvidos.
Talvez Walter White seja o personagem mais icônico, mas, quando o assunto é complexidade, carisma e profundidade, existe um forte argumento de que esses cinco conseguem superá-lo.
E no topo dessa lista, Saul Goodman prova que, às vezes, o homem que parece ser apenas o alívio cômico de uma história pode acabar sendo o personagem mais humano de todos, quando bem explorado, e esse é um dos maiores méritos de Better Call Saul.


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